Município da Covilhã

Apresentação

A COVILHÃ é uma cidade de montanha, situada na encosta nascente da Serra da Estrela, localiza-se a cerca de 700 metros de altitude.
Com uma longa história e ocupação humana desde remotos tempos, recebeu foral de D. Sancho I, em 1186. Em 1415, torna-se Senhorio do Infante D. Henrique, um dos principais motivos para vir a ser berço de descobridores e exploradores como Pêro da Covilhã, Rui Faleiro ou José Vizinho. Distinguiram-se no campo das artes Mateus Fernandes, Eduardo Malta e nas letras Frei Heitor Pinto e Alçada Batista entre muitos outros.
A Covilhã tem na indústria de lanifícios uma das suas principais referências. Em 1677, recebe por intervenção do Conde da Ericeira a Real Fábrica de Sarjas e Baetas, e em 1763, sob a ação de Marquês de Pombal, a Real Fábrica de Panos, fábricas – escola que a tornaram o maior centro de produção de lanifícios de todo o país. Foi elevada a cidade a 20 de outubro de 1870 pelo Rei D. Luís I.

O MUSEU DE ARTE SACRA esta instalado na Casa Maria José Alçada. Um edifício de 1921 projetado por Raúl Lino, possui uma área de exposição de 850 m2, com um espólio de mais de 600 peças, repartido por coleções de pintura, escultura, ourivesaria e paramentaria, abrangendo um período que vai desde o século XVI ao século XX.
Além das salas de exposição permanente, o Museu de Arte Sacra da Covilhã tem uma sala de exposições temporárias e um jardim interior. É de destacar, pela sua curiosidade, a existência de uma capela dentro da área do Museu, que recria pedagogicamente a constituição do templo cristão.

Evidências do Caminho

O Caminho de Santiago na Covilhã integra a designada Via Portugal Nascente, oferecendo ao peregrino o usufruto da paisagem, do património arqueológico e edificado, das tradições e gastronomia, sem esquecer a reconhecida hospitalidade Covilhanense.
A marcação feita a partir de 2014, com base num estudo rigoroso aliou a investigação histórica à segurança do peregrino e à valorização paisagística e patrimonial. O percurso inicia-se na cumeada da serra do Ferro, coincidindo com uma antiga via imperial romana que foi continuamente utilizada como via de comunicação até aos dias de hoje. O caminho atravessa locais carregados de história, como o velho castro proto-histórico da quinta da Samaria ou a pedra do Adufe que consagra uma inscrição Votiva à Deusa Nábia ou Navia. A paisagem composta pela serra e pelos aluviões do Zêzere, sempre com a Estrela em pano de fundo, afirma os vínculos e relações entre as comunidades de montanha e as do vale.
A chegada à povoação do Ferro, antiga filial da paróquia de Santiago da Vila da Covilhã, é complementada com painéis de acolhimento que permitem ao peregrino uma melhor orientação, informação acerca do local e do albergue onde poderá descansar.  Como testemunho da autenticidade do caminho surge a ermida quinhentista do Divino Espírito Santo, onde no intradorso do portal axial encontra esculpida uma cabaça, símbolo incontestável da peregrinação.  Nesta localidade está ainda bem patente o espirito jacobeu tanto na toponímia, onde se verifica a existência da rua da estalagem, cujo povo insiste em afirmar a ligação com os peregrinos, como no Brasão de armas da Vila onde vemos a espada da Ordem de Santiago.
O caminho segue depois pelo vale até Peraboa, povoação rural onde predomina a pastorícia que, em tempos idos, forneceu boa quantidade de lã para a indústria covilhanense. Coincide este itinerário com a via romana que, pela margem esquerda do Zêzere, seguia para Caria, descrita ainda em 1814, no “Roteiro Terrestre de Portugal” do padre J.B. de Carvalho e até há poucos anos utilizada como a principal via entre Belmonte e Fundão.   A religiosidade mantem-se presente, como atesta mais uma capela do Espírito Santo, à saída da localidade. Em cenário de fundo, a Estrela continua a lembrar velhas lendas que unem os humanos a Deus, através dos astros.
Outras evidências históricas poderiam ainda ser apontadas como a centenária feira de Santiago. Os locais históricos de hospedagem e assistência como a Albergaria de São Pedro documentada em 1207, a Gafaria de São Lázaro, o Hospital de João Ramirez ou a Misericórdia da Covilhã.

Contactos da Entidade

(+351) 275 330 600 – Município da Covilhã
(+351) 275 334 457 – Museu de Arte Sacra da Covilhã
(+351) 275 341 255 – Junta de Freguesia do Ferro
(+351) 275 471 286 – Junta de Freguesia de Peraboa

Informação útil ao peregrino

Albergue
O Albergue de Peregrinos, no Ferro, encontra-se já aberto para quem realiza a peregrinação a Santiago de Compostela. O Albergue possui camas e beliches podendo acomodar até sete peregrinos por noite, que deverão proceder à marcação prévia através do número: 964302817. O custo da estadia é de 7€ (sete euros) por pessoa sendo obrigatório a apresentação da Credencial do Peregrino. Para além das instalações sanitárias com duche quente, o Albergue possui salas de convívio e cozinha onde o peregrino poderá preparar a sua própria refeição.

Contactos:
275 341 255 – Junta de Freguesia do Ferro
964302817 – Albergue, Ferro

Centros de acolhimento:
O peregrino tem nas freguesias do Ferro e Peraboa dois locais onde poderá carimbar a sua credencial e obter todo o tipo de informação útil.
No Ferro, esta estrutura está instalada no Centro Interpretativo da Cereja onde poderá igualmente apreciar todo o tipo de produtos feitos com este saboroso fruto bem como conhecer a sua história e curiosidades.
Já em Peraboa encontra-se localizada no Museu do Queijo. Um interessante espaço museográfico que retrata o processo de fabrico artesanal deste apreciado produto que poderá também ali degustar.

Contactos úteis

Município da Covilhã – 275 330 600 – info@cm-covilha.pt
Museu de Arte Sacra da Covilhã – 275 334 457 – museus@cm-covilha.pt
Junta de Freguesia do Ferro – 275 341 255 – juntadoferro@gmail.com
Albergue – 964 302 817
Centro Interpretativo da Cereja – +351 341 255
facebook.com/centrointerpretativodacereja
Junta de Freguesia de Peraboa – 275471286 –
Museu do Queijo – 275 471 172 / 962 602 793 – museudoqueijo@gmail.com

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